terça-feira, 12 de maio de 2009

O barão comedor de criancinhas


Vi um texto que me comoveu mmuito, a história de Gilles de Rais, um homen até então conhecido como herói por lutar contra os ingleses ao lado de Joana D'arc, mas que teve um fim nada heroico, por suas sombrias atividaes...




Em 1432, os aldeões de Machecoul, na Bretanha Francesa, estavam amedrontados. Suas crianças estavam desaparecendo nos bosques: primeiro havia sido o filho do ferreiro, seguido de mais 5. Nas tavernas, entre goles de vinho, suspeitava-se de duendes malignos e javalis de olhos de fogo. Já os céticos tinham um suspeito mais real: o mandachuva da região, barão Gilles de Rais."Blasfêmia", dizia o povão. Aos 28 anos, o barão era um herói nacional, ajudara a libertar a cidade de Orléans dos ingleses e, acima de tudo, lutara com a heroína e santa Joana D'Arc. è verdade que, desde a morte de Joana - queimda pela Igreja na fogueira em 1431 - Gilles andava meio esquisito, isolando-se em seu castelo e cultivando uma fama de mau. "Com Joana, foi-se a parte boa de mim. Sobrou meu lado escuro", teria dito.Pois bem, os céticos tinham razão: Gilles comia criancinhas (no sentido sexual) e, depois de matá-las, se alimentava de sua carne. O barão atría as crianças para o seu castelo com promessas de presentes. Servia-lhes um belo jantar e, após a sobremesa, levava-as para uma sala secreta.Lá, pendurados por um gancho, os jovens sofriam violência sexual, sendo estripados vivos logo depois e então fatiados, preparados e servidos para os presentes. Sim, as refeições canibais não eram solitárias: para realizar seus feitos, Gilles contava com o auxílio de dois primos, uma governanta chamada Poitou, um falsãrio italiano gay e o padre local, entusiasta de magia negra.As mortes - mais de 40 - começaram a dar na vista. Durante uma caçada, dois nobres chegaram a ver Poitou enterrando os pedaços de uma vítima. Mas, devido ao prestígio do assassino, "uma muralha de silêncio foi erigida", escreveu o historiador Jean Benedetti em A Vida de Gilles de Rais.Em 1440, porém, Gilles teve a má ideia de brigar com o clero francês. Lelé da cuca, invadiu uma igreja em plena missa e sequestrou o padre. Num caso desses, até um nobre herói de guerra foi chamado para prestar esclarecimentos. Eis que o bispo de Nantes, encarregado do processo, trouxe à baila a história das crianças desaparecidas. Foi autorizada a tortura de Gilles, mas nem foi preciso. Pressionado, o barão confessou tudo, sendo enforcado e queimado. A saber: a governanta e o italiano também foram para a forca, os primos fugiram e o padre foi inocentado.Caso encerrado? Mais ou menos. Apesar de nenhum historiador questionar a culpa do barão, é de estranhar a desenvoltura com que ele levou a cabo seus atos macabros. Alguns levantam hipótese de que, além de Gilles, havia mais gente graúda envolvida. Mas esse mistério foi para a forca junto com o barão.

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